Temos de olhar atentamente para o estado nutricional das pessoas idosas em Portugal. A percentagem de desnutrição nesta faixa etária pode alcançar os 20% na comunidade e 80% em lares e instituições. Os motivos associados a esta elevada prevalência devem-se essencialmente às características fisiológicas da população com maior idade, como o progressivo declínio na mastigação e deglutição, mas também às más práticas clínicas associadas ao tratamento do indivíduo institucionalizado, tais como interrupções das refeições por motivos não urgentes, mau planeamento de exames que condicionam a normal ingestão alimentar. O estado nutricional da população idosa tem impacto ao nível da saúde pública e da sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Temos de o melhorar.

 

O que pretendemos alcançar com este desafio?

  • Atuar ao nível dos fatores que mais condicionam a qualidade alimentar fornecida aos idosos e com isso alcançar um adequado estado nutricional desta população.
  • Implementar um protocolo multidisciplinar de monitorização do suporte nutricional dos indivíduos que apresentem risco nutricional, de forma a intervir atempadamente ao nível do aconselhamento alimentar e nutricional, adaptado às necessidades e características individuais do idoso.
  • Envolver o cidadão na definição de estratégias para melhorar o estado nutricional da pessoa idosa e fornecer ferramentas para alcançar esse objetivo.
  • Mobilizar os profissionais de saúde, as instituições públicas e privadas, o setor da restauração e a indústria para a promoção da saúde nutricional no idoso.

 

Como vamos alcançar?

Cidadão

  • Se apresentar dificuldade de mastigação ou deglutição, recorra aos serviços de saúde mais próximos e informe o seu médico.
  • Caso verifique que a falta de apetite está a condicionar de forma continuada (durante o último mês) a sua ingestão alimentar, recorra aos serviços de saúde mais próximos e informe o seu médico.
  • Se verificar que perdeu peso de forma inesperada durante o último mês, recorra aos serviços de saúde mais próximos e informe o seu médico.
  • Se apresentar dificuldades na aquisição de alimentos, informe a assistente social da sua freguesia ou do centro de saúde da sua residência para que deem encaminhamento ao seu processo.

Profissionais de Saúde

  • Identificar o risco nutricional de todas as pessoas idosas sempre que acedam a serviços de saúde e periodicamente às que se encontram institucionalizadas, através de questionários validados para esta população, nomeadamente pela aplicação do short form Mini Nutritional Assessment (MNA-SF).
  • Avaliar o Estado Nutricional a todos os idosos em risco nutricional através da aplicação da ferramenta validada para esta população, nomeadamente o full form Mini Nutritional Assessment (full-MNA), entre outras estratégias de avaliação do estado nutricional, caso estas mesmas instituições possuam um profissional devidamente capacitado (dietista/nutricionista).
  • Atuar de forma multidisciplinar, no desenvolvimento de planos estratégicos individualizados que permitam conferir à alimentação uma palatibilidade, consistência e perfil nutricional adequados ao idoso cuja ingestão está condicionada.
  • Desenvolver sessões de educação alimentar com os idosos através de oficinas práticas que promovam uma alimentação equilibrada nesta faixa etária.

Instituições Públicas e Privadas

  • Promover a formação dos seus colaboradores em matéria de especificidades da saúde alimentar no idoso.
  • Efetivar a ingestão alimentar dos indivíduos institucionalizados através de estratégias que protejam o momento de refeição.
  • Elaborar programas de prevenção da malnutrição no idoso e partilhar estes mesmos programas com outras instituições.
  • Incentivar à comparticipação parcial ou total do custo dos suplementos nutricionais orais e de produtos da gama da alimentação básica adaptada, por parte do estado, destinados a prevenir ou a tratar a desnutrição nesta faixa etária.
  • Desenvolver campanhas massificadas junto da comunicação social de promoção da saúde alimentar no idoso.

Restauração

  • Assegurar uma oferta alimentar nutricionalmente equilibrada e adequada às especificidades da pessoa idosa (p.ex. ausência de peças dentárias, dificuldade do manuseamento de talheres, entre outros) nos serviços de refeições prestados ao nível hospitalar, lares, residências e outras instituições sociais de apoio a idosos, a custo acessível.

Indústria e Retalho

  • Minimizar os custos da suplementação alimentar para esta faixa etária.
  • Maximizar soluções alimentares para idosos com dificuldades em manusear alimentos com talheres.

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